Município marcou os 50 anos do Dia Mundial do Ambiente com o compromisso de atingir a neutralidade climática até 2030
Desde empresas municipais e intermunicipais, clubes desportivos, academia, instituições de ensino, passando por espaços de saúde e cultura, assim como ONG’s. Já são mais de 70 as entidades que subscreveram o Pacto Climático de Guimarães, comprometendo-se a atingir neutralidade climática até 2030. O movimento, que tem como objetivo envolver os cidadãos, as empresas e as instituições da cidade numa ação colaborativa para a descarbonização do território, acaba de ser apresentado aos vimaranenses, que podem subscrever o Pacto através de um site desenvolvido para o efeito.
O momento decorreu no âmbito da conferência “Economia Circular e Ambiente”, promovida pelo município e pelo Laboratório da Paisagem, com o intuito de assinalar o Dia Mundial do Ambiente. Sofia Ferreira, vereadora do Ambiente e da Ação Climática da Câmara Municipal de Guimarães, deu voz à apresentação deste movimento, que, até ao final de setembro, será apresentado à União Europeia. Para o lançamento do Pacto Climático de Guimarães 2030 esteve também presente a secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Isabel Ferreira.
Guimarães 2030 pela “Transição Verde”
O site “Guimarães 2030” (https://guimaraes2030.pt/pacto-climatico/) já está disponível, permitindo a subscrição do Pacto Climático por parte de todos os cidadãos do território. A plataforma permite ainda a consulta dos compromissos do município para a “transição verde”, assim como os projetos que estão a ser promovidos com vista à neutralidade climática até 2030.
Sublinhando a importância da indústria enquanto parceiro essencial à descarbonização, Guimarães já conta com o compromisso de uma fatia significativa do tecido empresarial do território, reunindo assinaturas de empresas de diferentes setores para o Pacto Climático, como construção civil, têxtil, panificação, recolha e tratamento de resíduos, assim como da área da mobilidade.
Querendo reforçar a adesão de outras empresas a este movimento pela transição verde, contribuindo positivamente para a redução das emissões de carbono globais, o município vai avançar, ao longo dos meses de junho e julho, com a promoção de workshops setoriais, procurando, assim, potenciar o envolvimento no contrato climático.
Mais de uma dezena de oradores passaram pelo Laboratório da Paisagem
No âmbito da conferência “Economia Circular e Ambiente”, que decorreu no Laboratório da Paisagem, Guimarães acolheu vários especialistas e empresas, com o intuito de refletir sobre diferentes temas ligados à neutralidade climática e à economia circular. Contando com a presença de Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, e de Miguel Bandeira, pró-reitor da Universidade do Minho, na sessão de abertura, a conferência abordou temáticas como “Compras Verdes Sustentáveis”, o desafio da neutralidade climática na indústria e a importância da Investigação e Desenvolvimento e Inovação para a transição climática.
