O Rock in Rio Lisboa apresentou hoje a operação da primeira edição da Smart City of Rock, uma iniciativa pioneira que transforma a Cidade do Rock num laboratório vivo para testar, validar e acelerar soluções destinadas às cidades do futuro. Desenvolvida com Liquid Innovation Co. e a MEO Empresas, cocriadora do projeto, e em parceria com um ecossistema que reúne a Câmara Municipal de Lisboa, a Universidade de Lisboa, a Unicorn Factory Lisboa, startups e parceiros tecnológicos, a Smart City of Rock colocará em funcionamento tecnologias nas áreas da conectividade, inteligência artificial, mobilidade, sustentabilidade e gestão de dados, demonstrando como a inovação pode contribuir para cidades mais eficientes, resilientes e centradas nas pessoas.
Mais do que um palco de entretenimento, a Cidade do Rock assume-se como uma cidade temporária à escala real, capaz de acolher diariamente mais de 100 mil pessoas. É neste ambiente que empresas, academia, setor público e empreendedores irão testar soluções em contexto real, gerando conhecimento e modelos com potencial de aplicação em cidades de todo o mundo.
Para Roberta Medina, Vice-Presidente Executiva do Rock in Rio, “a Cidade do Rock é um ecossistema único que reúne empresas, entidades públicas e milhares de pessoas de diferentes perfis sociais, convivendo e interagindo de forma intensa durante alguns dias. A nossa proposta é transformá-la em um laboratório social para a experimentação de soluções inovadoras e a gerar conhecimento capaz de contribuir para a melhoria da sociedade. A Smart City of Rock é o primeiro projeto resultante dessa visão, com foco na identificação, teste e aplicação de tecnologias que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas nas cidades, transformando desafios urbanos em oportunidades de inovação.”
Durante o evento de apresentação estiveram presentes os representantes das entidades que integram este ecossistema colaborativo, que deram a conhecer o seu papel na construção da primeira edição da Smart City of Rock. A sessão incluiu ainda demonstrações ao vivo da Infinite Foundry e da Sensaway, duas das startups selecionadas para contribuir para a transformação da Cidade do Rock num verdadeiro laboratório de inovação urbana.
“A Smart City of Rock transforma inovação em realidade. Em vez de apenas falar sobre o futuro, colocamos tecnologias a funcionar numa cidade temporária com mais de 100 mil pessoas, permitindo testar soluções em condições reais e gerar conhecimento aplicável a empresas e cidades. O visitante deixa de ser espectador para se tornar parte da experiência, contribuindo para uma cidade mais inteligente, conectada e sustentável. Este modelo cria valor para parceiros, acelera a adoção de inovação e aproxima o setor público e privado de soluções concretas. Mais do que um projeto, a Smart City of Rock é um movimento em direção a um futuro onde a tecnologia está ao serviço das pessoas e ajuda a construir cidades mais humanas, resilientes e preparadas para os desafios das próximas gerações”, afirma Egon Barbosa, CEO da Liquid Innovation Co.
A Smart City of Rock fará a sua estreia na 11.ª edição do Rock in Rio Lisboa, através de uma infraestrutura conectada, funcional e orientada por dados, onde empresas, startups, entidades públicas e instituições académicas poderão testar e medir soluções em áreas como infraestruturas inteligentes, mobilidade, turismo, segurança, saúde e bem-estar, experiências de marca, gestão operacional, ESG e educação.
A génese do projeto remonta a 2024, quando o Rock in Rio Lisboa acolheu oito startups tecnológicas para testar soluções em ambiente real. O sucesso dessa experiência lançou as bases para a criação da Smart City of Rock, cuja primeira edição acontece agora em 2026. A ambição é que esta plataforma continue a evoluir a cada edição, incorporando novas tecnologias, parceiros e casos de uso, acompanhando a transformação das cidades e das sociedades.
MEO EMPRESAS É COCRIADORA OFICIAL DA SMART CITY
Como cocriadora oficial da primeira edição da Smart City of Rock (SCOR), a MEO Empresas assume um papel central na materialização deste ecossistema de inovação. Desta colaboração nasce o Stand Smart City of Rock, desenvolvido em conjunto com a Câmara Municipal de Lisboa, a Unicorn Factory Lisboa, startups e parceiros tecnológicos, afirmando-se como um espaço de experimentação, demonstração e partilha de soluções que exploram o potencial da conectividade, dos dados e da tecnologia para responder aos desafios urbanos contemporâneos.
Mais do que um espaço expositivo, o stand funcionará como um hub de inovação aberto ao ecossistema da Smart City of Rock, acolhendo demonstrações tecnológicas, encontros B2B, produção de conteúdos em tempo real e a Smart Rock Tour, uma experiência guiada que permitirá conhecer algumas das tecnologias que suportam a operação da Cidade do Rock.
A iniciativa conta ainda com o contributo de sete parceiros tecnológicos, entre eles EVOX, Oart, Kido, Soltráfego, GEMA, Inov e Focus, que irão apresentar soluções aplicadas a áreas como mobilidade, operação urbana, experiência do cidadão e sustentabilidade. Com esta participação, a MEO Empresas reforça o seu compromisso com a transformação digital das cidades e organizações, contribuindo para acelerar a adoção de soluções inovadoras com impacto real na qualidade de vida e na gestão urbana do futuro.
“Ser cocriadora da primeira edição da Smart City of Rock representa uma oportunidade única para demonstrar como a tecnologia, a conectividade e os dados podem contribuir para cidades mais inteligentes, eficientes e sustentáveis. Acreditamos que a inovação gera verdadeiro valor quando é experimentada em contexto real e colocada ao serviço das pessoas e das organizações. E com a parceria na Smart City of Rock, materializamos essa visão, reunindo o ecossistema. Esta iniciativa reflete o nosso compromisso em acelerar a transformação digital das cidades e das organizações, promovendo soluções concretas e parcerias capazes de gerar impacto real na qualidade de vida dos cidadãos e na gestão urbana do futuro”, comenta Gonçalo Oliveira, Chief B2B Officer da MEO Empresas.
No âmbito da startup call lançada durante a Web Summit 2025, inscreveram-se 106 startups de 8 países diferentes tendo sido selecionadas 37 para pitch, resultando em 13 finalistas que integram soluções nas áreas de infraestruturas inteligentes, gestão de dados, mobilidade, turismo, segurança, saúde e bem-estar, experiências de marca, gestão operacional, ESG e educação. O processo foi liderado pela Unicorn Factory Lisboa, reforçando o papel de Lisboa enquanto hub internacional de inovação, empreendedorismo e investimento.
Entre as startups selecionadas destacam-se a Infinite Foundry, que irá desenvolver um gémeo digital da Cidade do Rock e da Cidade de Lisboa para simulação e antecipação de cenários operacionais para tomadas de decisão sobre gestão o festival e sobre a cidade de Lisboa e a Sensaway, responsável pela integração e análise de dados provenientes de diferentes sistemas tecnológicos, permitindo gerar informação em tempo real para apoiar a tomada de decisão durante o festival.
“Lisboa tem-se afirmado como um dos principais hubs de inovação da Europa, e a Smart City of Rock é um exemplo do impacto que pode resultar da colaboração entre startups, empresas e entidades públicas. O elevado interesse gerado pela startup call internacional e a qualidade das soluções selecionadas demonstram a capacidade da cidade para atrair talento e testar inovação em contexto real. É através destas parcerias que aceleramos o desenvolvimento de soluções capazes de responder aos desafios das cidades do futuro”, comenta Gil Azevedo, Diretor Executivo da Unicorn Factory Lisboa.
O Gémeo Digital da Smart City of Rock marca o início da colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa. Os conhecimentos e dados gerados servirão de base para a avaliação de potenciais soluções e sua eventual aplicação na cidade, em alinhamento com os objetivos estratégicos da CML.
A Smart City of Rock tem como propósito contribuir para a evolução da gestão urbana através da experimentação em contexto real. Para isso, integra um conjunto de projetos-piloto que colocam dados, tecnologia e operação urbana a trabalhar em conjunto, gerando aprendizagens em áreas estratégicas e ajudando a responder a desafios concretos antes, durante e após o festival.
Entre as iniciativas previstas, salienta-se uma sala integrada de operações para monitorização e gestão em tempo real, ou seja, a partir de um único ambiente, poder gerir todos os aspetos urbanos, com soluções de mobilidade inteligente, gestão de fluxos humanos, um centro urbano de energia inteligente, fiscalização inteligente, dashboards públicos de informação e soluções de acessibilidade porta-a-porta, contribuindo para uma experiência mais eficiente, sustentável e inclusiva para cidadãos e visitantes.
Desenvolvidos em articulação com o Centro de Gestão Integrada Urbana de Lisboa (CGIUL), estes projetos estão alinhados com a estratégia da cidade para a inovação e governação urbana, permitindo validar soluções com potencial de aplicação futura em Lisboa e noutras cidades.
“É com orgulho que Lisboa se associa a uma iniciativa que reforça o posicionamento da cidade como referência em inovação urbana. A Smart City of Rock cria uma oportunidade única para desenvolver, testar e validar soluções em contexto real, gerando conhecimento que poderá contribuir para uma gestão urbana mais inteligente, sustentável e centrada nas pessoas. Esta colaboração reflete a aposta da cidade na experimentação como ferramenta para acelerar a inovação e responder aos desafios urbanos do futuro”, afirma Vasco Anjos, Vereador da Câmara Municipal de Lisboa responsável pela área da Cidade Inteligente.
A componente académica da SCOR é assegurada pela Universidade de Lisboa, Official University Partner do projeto pioneiro, reforçando a ligação entre conhecimento científico, investigação e inovação aplicada através do envolvimento de investigadores, docentes e estudantes de diferentes áreas do conhecimento. Este enquadramento científico permite não só medir o impacto das soluções implementadas durante o festival, mas também gerar conhecimento, publicações, casos de estudo e recomendações que possam ser aplicados em cidades, eventos de grande escala e outros ambientes urbanos complexos, a nível nacional e internacional.
Para Rita Tomé Rocha, Diretora Executiva da Universidade de Lisboa, “A participação da Universidade de Lisboa na Smart City of Rock reforça o compromisso de aproximar a investigação e o conhecimento científico dos desafios reais da sociedade. Este projeto cria uma oportunidade única para investigadores, docentes e estudantes contribuírem para a avaliação de soluções inovadoras em contexto real, gerando conhecimento, casos de estudo e recomendações com potencial de aplicação em cidades e eventos de grande escala. É também uma forma de afirmar a ULisboa como uma universidade aberta, colaborativa e empenhada em transformar conhecimento em impacto para as pessoas e para os territórios.”
Com a estreia da Smart City of Rock, o Rock in Rio Lisboa reforça a sua ambição de ser mais do que um festival: uma plataforma global de inovação capaz de reunir empresas, academia, setor público e empreendedores para testar e promover , em contexto real, as soluções que irão moldar as cidades do futuro.
Durante a apresentação de hoje, na Cidade do Rock, estiveram presentes as seguintes startups:
Alia Inclui – nascida no Brasil e em expansão para Portugal, transforma informação visual em informação sonora através de Inteligência Artificial e visão computacional, tornando o festival mais acessível, especialmente para pessoas com deficiência visual. No festival, irá atuar nas áreas de A&B, merchandising e no mapa tátil. Durante a conferência de imprensa, demonstrou a audiodescrição de uma embalagem.
Meetball – fundada em Portugal por um empreendedor italiano, é uma plataforma de colaboração peer-to-peer que permite a ligação entre pessoas com interesses comuns, preservando a sua privacidade. No festival, funcionará como uma rede social colaborativa para os fãs mais envolvidos com o cartaz. Na conferência de imprensa, teve a rede disponível de forma antecipada para que os convidados pudessem interagir entre si.
Katchit – fundada e gerida por portugueses, cria experiências imersivas e ativações de marca através de realidade aumentada (AR), realidade virtual (VR), realidade estendida (XR), gaming, avatares, VFX e Inteligência Artificial. No festival, apresentará uma experiência interativa de realidade aumentada que permitirá aos visitantes encontrar prémios no espaço do evento. Como antevisão desta dinâmica, os primeiros prémios foram lançados durante a conferência de imprensa.
VRGlass – fundada no Brasil e gerida por brasileiros, proporciona uma experiência baseada em Inteligência Artificial para quem deseja tornar-se uma rock star do festival. Ao carregar uma fotografia na plataforma, os utilizadores recebem vídeos personalizados ao estilo Rock in Rio, permitindo-lhes subir ao palco da Cidade do Rock num ambiente digital. Durante a conferência de imprensa, a startup apresentou um vídeo inédito.
Yooddle – fundada e gerida por portugueses, é uma plataforma que reforça a ligação entre marcas e consumidores através de templates interativos. No festival, disponibilizará ferramentas para quem gosta de partilhar os melhores momentos nas redes sociais. Na conferência de imprensa, os convidados tiveram acesso a um template exclusivo do evento.
Estas startups integram um grupo mais alargado de empresas inovadoras associadas ao ecossistema do evento, juntamente com a Infinite Foundry, Indulge Me, Sensaway, Planta Smart Homes, GetVocal AI, GoParkly, Trash4Goods e Windcredible.
