- Quase um em cada três líderes (31,4%) definem a sua liderança como participativa, que estimula a partilha de opinião de todos, a colaboração e o trabalho em equipa.
- Nas empresas mais recentes, os liderados partilham da opinião das lideranças participativas/democráticas. Empresas mais antigas têm líderes vistos como autocráticos.
- Líderes defendem a a capacidade de inspirar como a caraterística mais importante num bom líder. Liderados querem um líder que os inspire, mas também que saiba comunicar de forma clara.
- Liderança ágil, capaz de se ajustar rapidamente às mudanças, é vista como importante para o sucesso das organizações a curto prazo.
- Capacidade para criar um ambiente de trabalho saudável, que estimule a inovação, é vital para o futuro das empresas.
Que lideranças temos? Como é que essas lideranças exercem o poder que têm? E como é percecionada a gestão por quem é liderado? Estas são algumas das questões que a QSP – Marketing Management & Research procura dar resposta através de um estudo desenvolvido junto de mais de 200 líderes e liderados do tecido empresarial com o intuito de perceber como idealizam o futuro da liderança das organizações.
Os líderes definem-se sobretudo como líderes participativos/democráticos. De acordo com os resultados do estudo realizado pela QSP, 31,4% dos líderes afirmam optar por uma gestão que estimula a partilha de opinião de todos, a colaboração e o trabalho em equipa, enquanto 21,4% assume uma liderança pelo exemplo, embora apenas 1,6% dos liderados a veja como tal.
Quando a questão é feita aos liderados, as conclusões diferem, em parte, da visão transmitida pelos líderes. Embora a liderança democrática também seja salientada, surge em igual percentagem (28,6%) com o estilo autoritário ou autocrático como forma de liderança nas suas equipas, sendo os processos e tomadas de decisão centralizadas, de cima para baixo. A liderança autoritária ou autocrática é salientada pelos liderados, sobretudo, nas empresas com 20 ou mais anos, sendo que nas empresas com menos de 10 anos os líderes são mais vistos como participativos ou democráticos.
Para a maioria dos inquiridos (35,4%) neste estudo da QSP, ser um bom líder é algo mais inato do que aprendido. Há, contudo, uma imporante “fatia” dos respondentes (34,9%) que considera que a capacidade de liderança é algo que já nasce consigo mas é exponenciada pela aprendizagem ao longo da vida, enquanto apenas 24,5% defende que é algo mais aprendido do que inato.
Estes líderes defendem que a sua principal função nas empresas é inspirar a restante organização (52,1%), sendo que comunicar de forma clara e eficaz (27,1%), delegar (12,1%) e tomar decisões difíceis (8,6%) são consideradas em segundo plano. Já na ótica dos liderados, comunicar de forma clara e eficaz é vista como mais necessária (38,9%), destacando logo a seguir a questão da inspiração (37,5%), e posteriormente tomar decisões difíceis (12,5%) e delegar (11,1%). Em especial, nas empresas com menos de 10 colaboradores, a competência de delegar ganha especial destaque.
Lideranças ágeis são chave para o futuro
Feito o autoretrato das lideranças, mas também o retrato por parte de quem é liderado, a QSP procurou perceber quão preparados estão os líderes para enfrentar os desafios futuros, de curto prazo ou de mais longo prazo. Uma liderança ágil e adaptável, que se possa ajustar rapidamente às mudanças, é vista como a mais importante por quase 30% das empresas, sendo relevante para 88,2% dos inquiridos.
A flexibilidade e adaptabilidade são ainda apontadas como as competências de liderança mais importantes num mundo em constante mudança, com a competência para tomar decisões estratégicas num ambiente complexo e em rápida transformação no mesmo patamar. Apesar de ser uma realidade cada vez mais premente, liderar equipas virtuais e remotas é, de longe, a competência menos referida.
A liderança é vista como tendo um papel fulcral para moldar o futuro das organizações, devendo desde logo ajudar a criar um ambiente de trabalho saudável e inclusivo para a equipa (83,5%), estimular a inovação e a criatividade dentro da organização (81,6%), bem como definir e comunicar uma visão clara para a organização (80,2%).
A capacidade de identificar e desenvolver talentos e habilidades na equipa (76,9%) também assume extrema importância num bom líder. Por isso mesmo, os inquiridos consideram que se deve fomentar uma cultura de aprendizagem contínua e feedback (86,3%), num ambiente de trabalho seguro e inclusivo, que valoriza a diversidade de opiniões e ideias (79,7%). Investir em formação e desenvolvimento de competências específicas é referido por 71,2%, mas apenas 19,3% o indica direta e exclusivamente.
Shaping the Future Leadership
Os resultados do estudo realizado pela QSP – Marketing Management & Research permitiram fazer uma primeira análise sobre a temática da liderança atual das organizações, mas também ficar a conhecer as perspetivas que líderes e liderados têm sobre o futuro.
A 16ª edição do QSP SUMMIT, que vai decorrer de 27 a 29 de junho de 2023, no Porto – Matosinhos, será o palco para o debate e a partilha de conhecimento sobre a liderança do futuro. Sob o tema ‘Shaping the Future Leadership’, mais de três mil participantes terão a oportunidade de ouvir durante os três dias do evento mais de 60 oradores sobre o futuro da liderança das organizações.
Mais informações podem ser consultadas no website oficial do evento http://www.qspsummit.pt/.
