24 rosas para homenagear as 24 mulheres que perderam a vida às mãos da violência doméstica. O artista Basílio assinala o Dia Internacional para Eliminação da Violência contra Mulheres com obra que personifica a dor, muitas vezes invisível até ser revelada.
Vinte e quatro rosas. Uma por cada mulher que, desde o início do ano, perdeu a vida às mãos da violência doméstica. No Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, Basílio apresenta uma obra especial que traduz a dor muitas vezes invisível em forma tangível.
A obra, intitulada “Nem tudo são rosas”, é composta por uma pedra central rodeada por 24 rosas. Quando regadas, estas flores revelam a silhueta de uma mulher: uma representação simbólica da dor que permanece escondida até ser reconhecida.
“Enquanto houver mulheres a sofrer e a perder a vida às mãos da violência, este dia continua a ser de extrema importância. Há muito tempo que estou sensibilizado com este tema, mas este ano ver os números deixou-me com um sentimento de revolta, que me levou a criar esta obra”, refere Basílio, Artista Visual.
“A minha intenção foi personificar a dor: aquela dor que, tantas vezes, passa despercebida e que precisa de alguém para a revelar. Com esta peça, junto-me a esta causa e lanço um apelo: que a violência seja erradicada, seja ela contra mulheres, homens ou qualquer outra pessoa”, acrescenta o artista.
Com esta obra, Basílio reforça a urgência de manter o tema da violência doméstica no centro do debate público e apela a uma ação coletiva contínua. Através desta peça, o artista convida a refletir sobre o impacto deste crime e sobre o papel que todos desempenhamos na sua prevenção.
Sobre Basílio
Rui Basílio, mais conhecido como Basílio, é um artista visual e designer, que tem vindo a deixar um rasto da sua arte pelo mundo. Desde que fundou a sua empresa, Rui Basílio – Visual Arts Lda, tem desenvolvido vários projetos, como retratos, land art, trabalhos em madeira, metal, pedra, calçada, relva, entre outros, dando destaque ao trabalho manual, minimizando (sempre que possível) o recurso a máquinas robotizadas.
