O número de tentativas de fraude e ciberataques tem crescido ao longo dos anos e, só no primeiro trimestre de 2024, registou-se um crescimento de 5%. É cada vez mais importante assegurar que os internautas mantêm os seus dados pessoais seguros e que conseguem proteger-se de ameaças como malwares, phishing, roubo de identidade, ataques de smishing e, até, fraude financeira, uma vez que os ataques estão cada vez mais criativos e credíveis.
Apesar dos avanços nos sistemas de segurança ajudarem cada vez mais os cidadãos e empresas a estarem mais protegidos, as pessoas podem ser facilmente induzidas a expor informações pessoais e privadas, seja por clicar em links suspeitos de emails, partilhar senhas ou fornecer informações confidenciais.
No âmbito do Dia Mundial da Internet, celebrado a 17 de maio, a Opensoft, empresa especializada no desenvolvimento de soluções tecnológicas, apresenta quatro passos essenciais para uma utilização mais segura da internet:
- Estar consciente das técnicas de phishing e smishing: são métodos muito comuns e utilizados pelos hackers para aceder a informação confidencial de forma ardilosa, normalmente através de email, SMS, mensagens diretas nas redes sociais ou em videojogos. O atacante usa como máscara o nome de uma pessoa ou organização da confiança dos utilizadores e assim levar o utilizador a aceder a hiperligações maliciosas, onde poderão ser obtidos dados sensíveis ou ser solicitado que façam download de algum ficheiro virulento. Para combater este fenómeno é necessário garantir que as mensagens são de fontes fidedignas, tendo em atenção pormenores como o endereço de email e o contexto da mensagem. Desconfie de ações solicitadas fora de um contexto apropriado.
- Fortalecer as credenciais de acesso: é fundamental não reutilizar credenciais de acesso em diferentes sítios (é possível utilizar um gestor de senhas para ajudar a recordar as senhas e aceder de forma mais simples aos sítios da web) e escolher senhas fortes, complexas e com um tamanho nunca inferior a 12 caracteres. Ativar a autenticação de dois fatores, em sincronia com o telemóvel, por exemplo, é uma das melhores formas de fortalecer os acessos.
- Evitar a utilização de redes de wi-fi públicas: são fáceis de aceder e convenientes, mas a sua utilização não é uma boa ideia. As redes de wi-fi públicas podem não ter proteção de criptografia, deixando os utilizadores expostos a malwares. É muito importante não realizar, entre outras ações, transações bancárias através de redes públicas e evitar, sempre que possível, utilizá-las.
- Apostar num antivírus robusto: há formas de ataques cibernéticos que são eliminadas automaticamente apenas pela existência de um antivírus no dispositivo. Optar por apostar nesta ferramenta é essencial para evitar a exposição a ameaças como malware, ransomware, trojans ou spyware. Além disso, é importante que se olhe para a compra de um antivírus como um investimento na cibersegurança e não como uma despesa.
Segundo Ricardo Anastácio, CISO da Opensoft, estar consciente dos perigos que se correm ao navegar na internet é o primeiro passo para ter uma experiência mais segura.
“Os ataques cibernéticos são cada vez mais sofisticados e engenhosos, o que dificulta a sua deteção e, consequente combate, mas não é impossível. Grande parte dos ataques é facilmente prevenida através de comportamentos seguros (como os descritos acima), permitindo usufruir da internet de forma segura e descansada”, esclarece o responsável.
Ao seguir estas dicas, é possível ter uma experiência de utilização da internet mais segura e responsável. Adotar boas práticas na rotina, diminui a probabilidade de estar numa posição de vulnerabilidade e aumentar a capacidade de resposta a este desafio é mais simples.
