Aproximadamente 80% dos portugueses indicam aprofundar os seus conhecimentos em finanças pessoais através de recursos disponíveis online, segundo os dados mais recentes do estudo independente realizado pela Nickel, instituição financeira de pagamento do grupo BNP Paribas, em parceria com a DATA E.
Os resultados do estudo, que mantêm uma tendência semelhante à verificada no ano anterior, revelam que, apesar de cerca de 57% dos inquiridos considerarem possuir um nível médio de literacia financeira, 34% afirmam ter apenas conhecimentos básicos, principalmente os mais jovens, com idades compreendidas entre os 18 e os 34 anos. No entanto, mais de metade dos portugueses que reconhecem não ter conhecimentos avançados sobre finanças pessoais já procurou aprofundar esta temática. Esta procura é particularmente evidente entre os indivíduos dos 25 aos 34 anos (61%).
Relativamente às formas utilizadas para desenvolver estas competências, o digital lidera, mas a rede de proximidade também é valorizada: cerca de um terço (33%) procura aconselhamento junto de amigos ou familiares. Cursos pagos, presenciais ou online, são opção para aproximadamente 18% dos portugueses.
No que diz respeito à procura de informação sobre produtos financeiros e gestão do dinheiro, sete em cada dez portugueses referem utilizar websites ou apps de instituições financeiras como principal fonte de consulta. Na faixa etária dos 18 aos 24 anos, um terço dos inquiridos indica, por sua vez, recorrer às redes sociais.
Os meios de comunicação social são outra fonte de informação para aproximadamente 22% dos portugueses. Uma pequena percentagem (2%) indica recorrer a livros, podcasts ou ferramentas de Inteligência Artificial para aprofundar os seus conhecimentos nesta área.
“Os resultados deste estudo demonstram que existe uma preocupação crescente dos portugueses em adquirir mais conhecimentos que lhes permitam tomar decisões financeiras mais informadas. O acesso a informação clara, simples e de fontes fidedignas, através de diferentes canais, revela-se muito importante para promover uma relação mais consciente com a gestão do dinheiro”, afirma João Guerra, CEO da Nickel Portugal.
O estudo foi desenvolvido pela Nickel, em parceria com a DATA E, entre os dias 16 e 19 de março de 2026, com base numa amostra de 1030 indivíduos residentes em Portugal (Continente e Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira), com idades entre os 18 e os 64 anos e distribuídos geograficamente segundo a classificação NUTS II.
