Aos 32 anos, Adrien passou quase toda a sua vida nas pistas de competição. Começou por acompanhar o seu pai, Patrick Tambay, antigo piloto de Fórmula 1, e passou a correr a toda a velocidade, o que prova que as corridas estão no seu ADN. O piloto da CUPRA saiu triunfante em competições por todo o mundo de todos os tipos de carros de corrida. Agora, enfrenta um novo desafio: sentar-se ao volante do monolugar de Fórmula E da ABT CUPRA nos testes para principiantes do E-Prix de Berlim.
O legado do #27. Não é a primeira vez que o vemos ao volante de um monolugar, mas ele nunca conduziu um carro de Fórmula E. “Depois de anos de sucesso ao volante de um carro de turismo, é emocionante voltar a sentar-me num monolugar e continuar a minha viagem com a CUPRA. Estou muito contente por ter a confiança da equipa ABT CUPRA”, afirma Adrien. O seu pai usava o número 27 quando corria na Fórmula 1 e Adrien prestou-lhe homenagem ao usar o mesmo número durante a sua primeira época com a CUPRA, quando se tornou campeão da FIA ETCR. Voltou a usá-lo nos testes para principiantes. “Há 12 anos que não conduzia um monolugar, especialmente num circuito urbano. É muito emocionante“, acrescenta.
300 km/h sem sair do lugar. Controlar a potência de um carro de Fórmula E requer muito treino e perícia, destreza física e mental. Adrien preparou-se exaustivamente para estes testes, mas o primeiro passo não foi na pista, mas sim num simulador. “São extremamente importantes como parte do nosso treino. É espantoso como recriam as mesmas situações em que nos encontraríamos numa pista. Sente-se a estrada, mas claro, nada se compara a uma corrida real”, diz o piloto da CUPRA. Uma das novidades desta época na Fórmula E é a terceira geração de carros, mais rápidos e eficientes e com o dobro da capacidade de energia regenerativa. Saber como geri-la é um dos maiores desafios. “É muito importante controlar a travagem e a gestão da energia, mas há uma grande equipa de engenheiros para nos orientar. É diferente de qualquer outro carro de corrida que pilotei, mas o objetivo mantém-se, ser o mais rápido”, diz Adrien. E-Prix de Berlim, o auge da Fórmula E. Adrien sente-se em casa na garagem da equipa ABT CUPRA nas boxes do E-Prix de Berlim. “É ótimo voltar a trabalhar com pessoas que conheço de longa data e ver muitas caras conhecidas“, afirma. Está num ambiente que conhece desde criança e, com a mesma curiosidade, partilha as primeiras sensações e perguntas com os pilotos da equipa de Fórmula E, Nico Müller e Robin Frijns. “Durante as corridas de fim-de-semana, antes dos testes para principiantes, bebi toda a informação que pude. Além disso, o Nico e eu fomos colegas de equipa durante muito tempo e partilhámos muitas informações. Guardo as importantes para mim“, brinca Adrien.
Pronto para a adrenalina. Adrien está agora pronto para entrar no carro. Antes de o fazer, volta a colocar o seu capacete #27 e entra em pista. Termina em décimo lugar, um bom começo. “Comecei a minha carreira de piloto em monolugares e era muito rápido, por isso, quem sabe? Este é o principal campeonato de carros elétricos, com grandes pilotos, empenhados no futuro, pessoas com as quais me sinto em casa. Seria óptimo fazer parte disto“, conclui.
