A Salesforce (NYSE: CRM), líder mundial em CRM baseado em Inteligência Artificial (IA), acaba de divulgar a mais recente edição do Connectivity Benchmark Report, evidenciando que a implementação de agentes de IA por parte das empresas está a crescer, com as organizações na Europa a utilizarem atualmente uma média de 12 agentes, número que deverá aumentar 83% em dois anos.
A evolução das empresas na europa para o conceito de Agentic Enterprise, onde profissionais e humanos e agentes de IA trabalham em conjunto está mesmo a acontecer. No entanto, os líderes de TI europeus enfrentam desafios iminentes de orquestração e governação: 50% dos agentes operam atualmente em silos isolados (em vez de fazerem parte de um sistema multiagente), resultando em fluxos de trabalho desconectados, automatizações redundantes e o potencial risco de IA paralela.
Perante esta realidade e para solucionar estes problemas, Connectivity Benchmark Report veio demonstrar que os inquiridos estão a recorrer a arquiteturas orientadas para APIs como uma base unificada para conectar, orquestrar e governar multiagentes e impulsionar o sucesso da IA.
“O verdadeiro sucesso de uma Agentic Enterprise não reside na quantidade de agentes implementados, mas na eficácia global do mesmo. Precisamos de pensar na forma como são descobertos, geridos e orquestrados para trabalharem em conjunto. À medida que avançamos para a era multiagente, o papel das TI está a evoluir da gestão de silos para a construção de uma base unificada como o plano de controlo central que permite que os sistemas multiagentes sejam seguros, de confiança e escaláveis”, afirma Andrew Comstock, Vice-Presidente Sénior e Diretor Geral da MuleSoft, Salesforce.
Principais conclusões da 11ª Edição do Salesforce Connectivity Benchmark Report
O caminho para os multiagentes
À medida que a adoção atinge uma massa crítica, os agentes de IA deixam de ser experimentais e passam a ser o principal impulsionador da produtividade empresarial. Os líderes europeus de TI estão focados na utilização de diversas soluções de agentes e no estabelecimento de protocolos de comunicação entre agentes para gerirem o conjunto de agentes.
- Rápida Escalada: 78% das organizações europeias refere que a maioria ou todas as equipas e funções adotaram agentes de IA.
- Expetativas elevadas: 94% dos líderes de TI afirma que os agentes já melhoraram ou esperam que venham a melhorar as experiências dos colaboradores, e 94% acredita que irão libertar os programadores para se concentrarem em trabalhos de maior valor acrescentado.
- Desenvolvimento diversificado: Em média, as organizações referem que os seus agentes de IA existentes foram desenvolvidos através de vários métodos, divididos em:
- Agentes SaaS pré-construídos (36%)
- Agentes incorporados em plataformas empresariais (34%)
- Desenvolvimento interno personalizado (30%)
- Adoção de protocolos: à medida que as organizações implementam agentes de IA, estão ativamente a apoiar, ou a planear apoiar, uma variedade de normas ou protocolos para os gerir e interligar, com um elevado nível de interesse em:
- Agent Network Protocol (43%)
- Agent Communication Protocol (43%)
- Agent-to-Agent Protocol (40%)
- Model Context Protocol (38%)
- Universal Tool Calling Protocol (33%)
A Lacuna da orquestração e governação
Uma lacuna crítica de orquestração e governação está a surgir à medida que as empresas urgem em implementar agentes de IA. Embora a adoção seja elevada, a infraestrutura que a suporta precisa de ser mais integrada para suportar uma força de trabalho multiagente que possa colaborar e aproveitar com segurança os dados de toda a empresa.
- Proliferação de aplicações e agentes: O número de aplicações nas empresas europeias cresceu de 789 para 867 em termos homólogos, com apenas 29% delas integradas. Com os desafios de integração e os silos de agentes, 84% dos líderes de TI estão preocupados com o facto de os agentes introduzirem mais complexidade do que valor.
- Os principais obstáculos que atualmente dificultam a transformação para os agentes são:
- Gestão de riscos, conformidade/segurança e/ou implicações legais (43%)
- Falta de conhecimento interno em IA/design de agentes (41%)
- Infraestrutura legacy ou incompatibilidade de sistemas (36%)
- Integração de aplicações e dados isolados (35%)
- Confiança limitada na tomada de decisões autónomas (34%)
- Barreiras de dados: 95% das organizações enfrenta barreiras à utilização de dados em casos de utilização de IA, sendo que 38% identifica a arquitetura/infraestrutura de TI desatualizada devido aos silos de dados/sistemas desconectados como um dos principais obstáculos.
- Ascensão de uma IA paralela: Quase metade (47%) das organizações refere a governação de dados entre aplicações como um dos principais desafios de integração. Estima-se que, em média, 26% das APIs não são atualmente governadas, e que apenas 57% das organizações possui uma estrutura de governação centralizada com supervisão formal para as suas capacidades de agentes.
Construir uma base unificada
Para colmatar as lacunas de integração, os líderes de TI europeus estão a caminhar para uma base unificada. Ao utilizarem APIs como “tecido de conexão”, as organizações podem transformar ferramentas de IA fragmentadas num sistema multiagente coeso, onde os agentes podem comunicar em segurança, partilhar o contexto de dados e executar tarefas em toda a infraestrutura de TI.
- Mandato de conectividade: 96% dos líderes europeus de TI concorda que o sucesso dos agentes de IA depende da integração perfeita dos dados em todos os sistemas.
- Mudança de arquitetura: 92% concorda que o sucesso dos agentes de IA exigirá que a arquitetura de TI se torne mais orientada para APIs, onde as mesmas são blocos de construção fundamentais para ligarem aplicações, dados e IA em toda a empresa.
- Aceleração da integração: Mais de um terço (34%) das equipas já está a utilizar APIs para acelerar a integração entre sistemas.
- APIs para IA: Mais de metade (52%) das organizações europeias já utiliza APIs para ligar e governar a IA atualmente.
Mais informações, descarregue o relatório completo aqui.
